Pedro Parisi, de Belo Horizonte


O Giro d’Italia 2018 só começa ano que vem, mas já trouxe duas grandes novidades para o mundo do ciclismo nessa semana. Pela primeira vez, um grand tour começará fora da Europa, neste caso, com um contra-relógio individual de 10km na cidade de Jerusalém, em Israel. Além disso, o tetracampeão do Tour de France, Chris Froome, confirmou presença na corrida, que ocorrerá entre 5 e 27 de maio.

Se ele vencer, será o sétimo ciclista a conquistar os três grand tours, se juntando a Alberto Contador, Vincenzo Nibali, Eddie Merckx, Bernard Hinault, Jacques Anquetil e Felice Gimondi. Froome anunciou a participação por meio de um vídeo divulgado pela internet. Mas avisou que o foco da temporada continua sendo o Tour de France. Caso ele fique com a camiseta amarela, entrará para o seletíssimo grupo de atletas que venceu a maior prova de ciclismo do mundo por cinco vezes.

Ele ainda disse para a imprensa europeia que aceitou o risco e o desafio para se motivar. “É toda uma nova motivação para mim. Quero ver se consigo fazer algo especial no ano que vem”, disse se referindo à tentativa de vencer os três grand tours seguidos. O atleta venceu os dois últimos que participou, em 2017, o Tour e a Vuelta a España.

A decisão de Froome só aconteceu depois que os organizadores da prova divulgaram o percurso, que terá mais de 44km de contrarrelógio, 13km a mais que o Tour de France de 2017, o que certamente é uma grande vantagem para o multicampeão. O atual vencedor do Giro, Tom Dumoulin, também deve se beneficiar disso e talvez seja o maior concorrente de Froome.

Os três estágios iniciais do Giro D’Italia ocorrerão em israel, no Oriente Médio. Em seguida, os atletas voltam ao continente europeu, mais precisamente para a região da Sicília, na Itália. A primeira chegada em subida será no famoso Monte Etna, no sexto estágio. Antes do segundo dia de descanso, os atletas percorrerão a etapa mais dura da prova, de 224 km e uma subida final com nada menos que 45km, em Campo Imperatore.

A segunda semana terá dois estágios voltados para os sprinters, um deles terminará no circuito de ímola. Em seguida, os ciclistas seguem para os Dolomitas para quatro dias em altitude antes de descansar para a última semana, que começa com um contrarrelógio individual de 34km que deve definir algumas posições na classificação geral.

O ponto mais alto do Giro, chamado tradicionalmente de Cima Coppi, será no Colle dele Finestre, que incluirá 9km de setores de terra branca, como na prova Strade Bianche. No dia seguinte, no estágio 20, os ciclistas cobrirão 4.500m de elevação em três grandes subidas, antes de irem para a etapa derradeira, em Roma, onde farão dez voltas no circuito de 11,8km.