Quem já acordou as cinco horas da manhã para pedalar sabe que a motivação tem um papel gigantesco na evolução de um ciclista. Para Ana Paula Borlido, atleta amadora da OCE, ter um objetivo claro é um dos segredos para melhorar sempre. “Corri o X-Terra de 2015, sofri muito, não consegui chegar no tempo de corte e fiquei sem medalha. O meu maior desafio era voltar em 2016 sem sofrer e conseguir aquela medalha”, conta.

Ela entrou em contato com a OCE três meses antes da prova para melhorar o condicionamento e cumprir o objetivo junto com sua dupla, Juliana Jones. “Comecei a treinar com regularidade e evoluí muito em pouco tempo, sem comprometer as outras atividades da minha vida. A partir disso, tomei gosto pela bicicleta e pela evolução”, lembra.

Ana Paula competindo no Iron Biker de 2017

Este ano, ela correu o Iron Biker e o Big Biker de Itanhandú, quando chegou em 11º lugar na categoria. “O que eu acho bacana de competir não é o resultado em si, mas é não perder a motivação. Há períodos em que é normal ficar um pouco desanimada de acordar às cinco da manhã para treinar no frio, mas se você tem objetivos, você se anima e treina”.

O co-fundador da OCE e atleta profissional, Hugo Prado Neto, explica que muita gente acredita que treinos planejados e regulares são coisa de atleta profissional, inacessíveis para amadores, mas isso é um mito.

“O sistema de treinos de um atleta profissional e o de um amador é o mesmo. O atleta amador tem até mais dificuldades, porque precisa conciliar trabalho e família com os treinos. Então, nós nos especializamos em treinar amadores de forma profissional, com cargas e rotinas que se encaixem na vida de cada um”.

Hoje, além do trabalho e família, Ana Paula treina cerca de cinco vezes por semana. Seu próximo objetivo é completar o Iron Biker de 2018 sem sofrer e se divertindo muito. “Agora, preciso refinar a parte técnica, porque tive dificuldades nos últimos três quilômetros de descida do Iron este ano e quero corrigir isso”.