Foram quase 100 quilômetros pedalando com os melhores do mundo. A experiência de Lukas Kaufmann no Campeonato Mundial de Mountain Bike Maratona serviu para aprimorar ainda mais a condição física, e principalmente a psicológica do atleta, que ainda está longe do seu auge na carreira. “Bati todos os meus recordes de potência e fico grato pela experiência, mas sabendo que necessito de mais provas neste nível para crescer”, explicou.

A corrida foi na cidade de Singen, um polo industrial alemão, bem próximo à fronteira com a Suíça, que já recebeu outros eventos de classe mundial. O percurso favoreceu a tática em detrimento da força e técnica. Com subidas curtas e muitos trechos planos, se deu bem, quem soube se colocar nos diversos grupos, que começaram a se formar logo após a largada. “A largada aconteceu a uns 50km/h. Me posicionei bem, mas o ritmo estava um absurdo. Fiz uma potência normalizada de 500w nos primeiros 30 minutos de prova”, relata Lukas.

Confira o gráfico de potência de Lukas Kaufmann durante o mundial. A potência normalizada foi de 375w.

Com 60 quilômetros, um grupo de nove corredores, incluindo o vencedor, Alban Lakata, com Tiago Ferreira (Portugal), Daniel Geismayr (Austria), Jaroslav Kulhavy e Mathieu Van der Poel (Holanda), já dominava a prova. Lakata e Ferreira atacaram e apenas Van der Poel e Geismayr conseguiram acompanhar. Mais tarde, o holandês foi deixado para trás em uma subida e os outros três disputaram o título em um sprint, com Lakata em primeiro, Ferreira em segundo e Geismayr em terceiro.

A corrida foi marcada por fortes ventos contra, o que impossibilitou ataques solo. “Me senti forte nas subidas, mas nos planos não deu para fazer nada sozinho contra o vento. Fiquei preso no grupo atrás, quase impossível de pular para o grupo da frente”, conta Lukas. O atleta da OCE ficou em 67º lugar em sua primeira experiência em competições desse nível.

O melhor brasileiro na prova foi Henrique Avancini, da Cannondale, que chegou em 30º lugar. No feminino, Viviane Favery foi a melhor brasileira, na 39ª posição.

Análise da prova por Hugo Prado Neto

O gráfico abaixo monitora a evolução aeróbia do atleta desde janeiro até o dia da corrida. A trajetória é de ascensão desde janeiro. O Functional Threshold Power (FTP – a quantidade máxima de watts que o atleta consegue produzir durante uma hora)  do Lukas saltou de 365w no início do ano, para 405w antes da prova e 414w após a prova.

Evolução aeróbica de Lukas Kaufmann desde janeiro até o dia do mundial. O atleta atingiu um FTP de 414w.

Isso retrata que que ele está muito acima da  sua colocação na prova. A características de muita velocidade desde o início, vento contra e poucas subidas longas não o favoreceram. O gráfico nos dá conforto em relação a isso, ele tem números compatíveis com os 20 melhores maratonistas do mundo.

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